Atividade Econômica

Com um PIB (Produto Interno Bruto) anual na ordem de R$ 20,125 bilhões (Cide/2006), Duque de Caxias se destaca não só em sua região, a Baixada Fluminense, como no cenário estadual e nacional.

O município concentra a maior parte das indústrias e serviços especializados do mercado: são 1.984 indústrias e 19.562 estabelecimentos comerciais (Secretaria Municipal de Fazenda/2009).
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2007), em pesquisa realizada em 2005, a cidade é detentora do 8º maior PIB no ranking nacional e do 2º maior no Rio de Janeiro.
 
Em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), Duque de Caxias está em segundo lugar no estado, perdendo apenas para a capital. O orçamento anual da Prefeitura ultrapassa a cifra de R$ 1 bilhão.
 
A escalada econômica de sucesso da cidade começou com a instalação da Refinaria Duque de Caxias (REDUC), que foi inaugurada em 1961 no distrito de Campos Elíseos, às margens da Rodovia Washington Luiz.
 
Em constante processo de modernização e ampliação, a refinaria ocupa 13 km2 e tem a capacidade de processar 242 mil barris/dia. É a mais completa refinaria de petróleo do país e comercializa uma linha de 52 produtos: óleos básicos para lubrificantes, diesel, gasolina, GLP, nafta, querosene de aviação, parafinas, óleo combustível, aguarrás entre outros.
 
A REDUC começou a receber e processar gás natural nos anos 80, ampliando seu foco de ação e abrindo novas oportunidades para outros investidores. Novas unidades para atender a demanda deste produto por toda a região Sudeste estão sendo construídas no local com previsão para começar a funcionar em 2012, aumentado ainda mais a rentabilidade e qualidade da tecnologia da refinaria. Sua constante modernização amplia a oferta de mão de obra qualificada na cidade e a arrecadação – em impostos municipais, estaduais e federais - a REDUC contribui com R$ 1,2 bilhão/ano.
 
Com a chegada da refinaria, trazendo diversas empresas e investimentos para a cidade, Duque de Caxias alcançou novo patamar estabelecendo-se como o maior parque industrial do Rio de Janeiro. Dele fazem parte empresas de diversos segmentos da economia: Texaco, Shell, Esso, Ipiranga, White Martins, IBF, Transportes Carvalhão, Sadia e Ciferal.
 
A facilidade no acesso e a proximidade das principais rodovias do país e do Aeroporto Internacional Tom Jobim contribuíram ainda mais para seu desenvolvimento econômico.
 
Atraído pela REDUC, o maior investimento da indústria petroquímica brasileira começou a ser erguido no dia 29 de agosto de 2000, no município: o pólo Gás-Químico.
 
Um projeto, que estava no papel há mais de 30 anos, e atraiu diversos sócios de peso, estabelecendo uma cadeia industrial que utiliza o gás natural da refinaria e o transforma em polietileno, matéria prima para a produção de produtos plásticos, de para-choque de automóveis e adesivos a embalagens e gabinete de computador.
 
O pólo Gás-Químico de Duque de Caxias é o primeiro do Brasil e o maior complexo do gênero da América Latina. Foi o maior investimento privado no estado nas últimas três décadas, gerando 400 empregos diretos e 350 indiretos.
 
Com o custo de US$ 1,08 bilhão, o pólo pode produzir anualmente 540 mil toneladas de polietilenos e sua implantação está trazendo empresas transformadoras de plástico para a cidade e toda a região. É o caso, por exemplo, da Nutriflex e da Polibrasil, dois gigantes no setor de polímeros.
 
Outro grande empreendimento implantado em 2005, em Campos Elíseos, ao custo de US$ 740 milhões, foi a inauguração da TermoRio, a maior termoelétrica a gás natural do Brasil. A usina produz 200 toneladas/hora de vapor apenas para abastecer a REDUC e pode fornecer cerca de 22% da energia consumida no Estado do Rio.